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Braço-de-ferro entre colonos e militares israelitas em Netivot

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Braço-de-ferro entre colonos e militares israelitas em Netivot

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Os colonos israelitas e activistas da direita religiosa voltaram a desafiar o bloqueio à faixa de Gaza imposto por Ariel Sharon, a menos de um mês da anunciada retirada militar.

Cerca de 20 mil manifestantes concentram-se desde a manhã de segunda-feira, em Netivot, no sul de Israel, para integrar uma marcha de protesto que deverá terminar do outro lado da chamada “linha verde”, no colonato de Gush Katif. A manifestação convocada pela principal organização de colonos, o chamado “Conselho das implantações”, tem pela frente 20 mil soldados israelitas com ordens para impedir qualquer infiltração nos territórios ocupados. A contestação ao plano de retirada israelita de 21 colonatos na faixa de Gaza e quatro na Cisjordânia tem feito multiplicar os protestos e actos de desobediência entre militares. Em Jerusalém, dois soldados de uma unidade ultra-religiosa foram detidos,depois de terem colocado uma falsa bomba na estação de autocarros da cidade, onde a polícia multiplicou os esforços para barrar o caminho dos manifestantes. Em alguns casos as autoridades retiraram as cartas de condução aos condutores dos autocarros que deveriam transportar os manifestantes até Netivot. Durante a manhã, o líder dos trabalhistas, Shimon Peres tinha acusado os rabinos ultranacionalistas de quererem dividir o país. “Desde quando é que, neste país, os rabinos dão ordens aos soldados”, insurgiu-se Peres. Entre os líderes religiosos incitadores dos protestos encontram-se os dois ex- Grandes rabinos, Mordejai Eliahu e Abraham Schapiro, que argumentam que “as leis das sagradas escrituras estão acima de tudo”.