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Reino Unido: Governo rejeita ligação entre a guerra no Iraque e os atentados em Londres

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Reino Unido: Governo rejeita ligação entre a guerra no Iraque e os atentados em Londres

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O governo britânico rejeita vigorosamente a ideia, defendida num relatório, duma relação entre a guerra no Iraque e os atentados do passado dia 7, em Londres, que fizeram 55 mortos e 700 feridos.

À saída duma reunião em Bruxelas, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Jack Straw, afirmou que “o tempo das desculpas para o terrorismo acabou. Os terroristas atacaram à volta do mundo, em países aliados dos Estados Unidos que apoiaram a guerra no Iraque, bem como em países que não têm nada a ver com a guerra no Iraque”. É a resposta de Downing Street a um relatório da Chatham House, o instituto real britânico de relações internacionais, onde se afirma que a guerra no Iraque deixou o Reino Unido mais vulnerável a ataques como o do dia 7 de Julho. Para uma das responsáveis pelo relatório, “a invasão e a ocupação do Iraque tornou-se num instrumento para as pessoas da Al-Qaeda, que utilizam imagens e factos vindos do Iraque para espalhar propaganda, para aliciar e fazer a cabeça de jovens” Tony Blair sempre recusou a ideia de que o apoio britânico à guerra tornasse o Reino Unido num alvo mais apetecível para os terroristas. Downing Street iniciou entretanto, esta segunda-feira, uma série de contactos com a oposição para acelerar o processo legislativo sobre as novas leis antiterrorismo. Londres quer tipificar três novos crimes: a formação na utilização de produtos perigosos; a incitação indirecta ao terrorismo e os actos preparatórios para cometer atentados.