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A longa marcha dos colonos israelitas às portas de Gush Katif

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A longa marcha dos colonos israelitas às portas de Gush Katif

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Milhares de colonos e activistas da direita religiosa tentam, por todos os meios, escapar às barreiras policiais para atingir o colonato de Gush Katif.

Desde ontem que os manifestantes se concentram no sul de Israel, com o objectivo de penetrar na Faixa de Gaza, para impedir a anunciada evacuação dos colonatos na região, prevista para meados de Agosto. Vinte mil polícias foram mobilizados para proteger a chamada “linha verde” com ordens expressas para conter os manifestantes. Ontem à noite as autoridades permitiram que os activistas pernoitassem na quinta colectiva de Kfar Maimon, do lado israelita. O Conselho Yesha de colonatos, que convocou a marcha de protesto, poderá preparar-se agora para dispersar a manifestação em centenas de pequenos grupos de forma a poder ultrapassar os cordões policiais, segundo informações avançadas pelo jornal Haaretz. Atingir o colonato de Gush Katif é para os colonos um objectivo simbólico para impedir a evacuação da instalação assim como de outros 24 colonatos na Faixa de Gaza e Cisjordânia, proposta por Ariel Sharon e aprovada pelo Parlamento. Entretanto, do outro lado da “linha verde”, Gush Katif voltou a ser alvo de um ataque com um engenho explosivo artesanal que matou um trabalhador estrangeiro. É a quarta acção do género nos últimos dias atribuída ao movimento palestiniano Hamas.