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Bruxelas propõe vigiar adubos agrícolas para evitar bombas atesanais

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Bruxelas propõe vigiar adubos agrícolas para evitar bombas atesanais

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Maior controlo dos explosivos e reforço da cooperação policial transfronteiriça são as duas primeiras novas medidas de luta contra o terrorismo, aprovadas pela Comissão Europeia, após os atentados em Inglaterra. São medidas concretas, para evitar a produção de bombas artesanais, como as que deflagraram em Londres.

Bruxelas propõe a marcação dos explosivos, imperativos de segurança mais restritivos no seu transporte e armazenamento e um maior controlo na comercialização dos excedentes militares. Os adubos químicos estarão também sob alta vigilância, já que podem ser usados no fabrico de bombas. Jonathan Todd, um porta-voz da Comissão Europeia, explica que haverá “um novo procedimento de controlo da compra de fertilizantes à base de nitrato de amónio, que obriga a um processo de autorização segundo o qual só será vendido a pessoas autorizadas e deve ser apenas para uso agrícola. E as empresas têm a responsabilidade de notificar transacções suspeitas.” Bruxelas quer mesmo criar um plano para melhorar a segurança dos explosivos e armas de fogo. Para isso, prevê ainda reunir desde fabricantes e comerciantes, aos peritos dos Estados membros e da Europol, sem esquecer a participação activa da comunidade científica. A outra medida aprovada por Bruxelas visa facilitar o serviço das polícias dentro do Espaço Schengen. Afinal, os criminosos aproveitam-se da ausência de fronteiras para se deslocarem entre os vários países, ao passo que a polícia de um Estado não pode entrar no território do outro para perseguir os suspeitos, uma vez que a segurança pertence ao domínio nacional.