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Da bomba atómica à energia nuclear: o novo rumo da diplomacia indiana

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Da bomba atómica à energia nuclear: o novo rumo da diplomacia indiana

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A Índia quer entrar no clube das grandes potências nucleares. Um objectivo que para o primeiro-ministro Manmohan Singh passa antes de mais por uma aproximação a Washington.

O chefe do governo indiano encontrou-se ontem com George Bush na Casa Branca, para inaugurar uma nova era na colaboração entre os dois países em matéria de energia nuclear para fins civis. Bush está disposto a pedir ao Congresso que levante as sanções impostas à Índia que impediam esta colaboração e poderá autorizar a exportação de combustível nuclear e componentes de reactores para as centrais indianas. Em troca, Nova Deli vai abrir as portas das instalações nucleares aos inspectores internacionais, pondo um ponto final a 26 anos de suspeição sobre as suas actividades. Manmohan Singh não escondeu ontem a ambição de que o novo estatuto do país, permita aceder a um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. A colaboração entre Estados Unidos e Índia irá estender-se ainda aos sectores da aeronáutica espacial e da alta tecnologia. Desde 2001 que a Casa Branca ensaia uma reaproximação com a Índia vista como umcontrapeso à influência chinesa, e que numa primeira fase se limitou apenas à questão do nuclear com fins militares. Vários analistas mantém no entanto as suas reservas relativamente às intençôes da Índia, recordando que o país não pertence aos 187, signatários do Tratado de Não Proliferação Nuclear.