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Europa desespera com falta de água

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Europa desespera com falta de água

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A Europa vive o segundo ano de seca. A situação é muito grave em alguns países e o Verão ainda está longe do fim. Uma canícula é ainda possível e, a acontecer, só poderá agravar a situação.

Quando se fala de seca, fala-se de falta de água, um problema com o qual se debatem vários países. Em França foram decretadas restrições ao consumo em 50 departamentos e em Portugal o governo pondera também cortes em algumas regiões. Os países europeus mais afectados pela seca são Portugal, França, Espanha, Itália, Grécia e Polónia. Em 2003, a canícula e a seca levaram à perda, na Europa dos Quinze, de cinco mil milhões de euros. Só Portugal perdeu mil milhões. Neste momento, 100% do território nacional está a ser afectado pela seca extrema ou severa. No sector cerealífero 70% dos rendimentos já estão perdidos e 30 a 92% das pastagens estão também irremediavelmente perdidas. Mas é preciso sensibilizar as populações antes da aplicação das medidas restritivas. Macário Correia, presidente da Área Metropolitana do Algarve, aconselha moderação no consumo.No Alentejo e Algarve, regiões turísticas, estão já previstos cortes de água no consumo. O governo decidiu enviar cartas a todos os portugueses, apelando à poupança. A baixa do nível das águas nas barragens e albufeiras tem também pesadas consequências sobre o ambiente. Em Castro Verde, já morreram 75 toneladas de peixes. A comissária europeia para a Agricultura, Mariane Fisher Boel estará esta quinta-feira no Alentejo para avaliar a situação. Em França são sobretudo os agricultores a serem afectados. As culturas perdem-se ou desenvolvem-se a metade: “Esta é uma cultura de milho que deveria estar à altura das minhas costas, e que por falta de água está apenas com metade do tamanho”, queixa-se um agricultor. A situação em França é pior que a vivida em 1976 no que diz respeito à precipitação. O Verão de 2005 foi precedido de dois Invernos parcos em chuva. Os lençóis freáticos estão a níveis muito baixos. Em dificuldades está também a Polónia, a ser afectada por uma forte vaga de calor. As temperaturas são invulgarmente altas, os incêndios multiplicam-se e os agricultores deitam já contas à vida pelas perdas nas culturas da época e também pelas sementes.