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Colonos judeus renunciam à marcha de protesto

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Colonos judeus renunciam à marcha de protesto

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Uma barreira da polícia deitou por terra as esperanças de vários milhares de colonos judeus anti-retirada da Faixa de Gaza que pretendiam marchar de Kfar Maimon para Gush Katif.

Os dirigentes do Conselho dos Colonatos Judeus (YESHA), que organizaram o protesto, renunciaram à ideia de marcharam para o bloco de colonatos do sul da Faixa de Gaza, depois de três dias de acampamento selvagem. A marcha da YESHA foi considerada ilegal pelo governo israelita que mobilizou cerca de 20 mil soldados e polícias para impedirem o avanço dos colonos. De acordo com a polícia, cerca de sete mil manifestantes estavam concentrados em Kfar Maimon ao fim da tarde desta quarta-feira. Há três noites que milhares de pessoas esperavam poder avançar para Gush Katif, que deverá ser evacuado a partir do dia 17 de Agosto. Enquanto isto, a Knesset rejeitava três propostas de lei para o adiamento da retirada dos colonatos da Faixa de Gaza e da Cisjordânia. Esta manifestação foi a última tentativa política dos ultranacionalistas para convencerem o governo de Ariel Sharon a renunciar à retirada da Faixa de Gaza e da Cisjordânia, já que perderam todas as batalhas políticas e jurídicas sobre este dossiê.