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Desolação reina em Sharm el-Sheik


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Desolação reina em Sharm el-Sheik

A atmosfera que paira em Sharm el-Sheik é desoladora. Para além das equipas que passam revista aos escombros e tentam limpar os locais das explosões, a cidade está praticamente deserta. Muitos turistas partiram e também diversos trabalhadores da indústria turística decidiram fazer o mesmo.

Até agora o balanço não oficial dos atentados é de pelo menos 88 mortos e cerca de 130 feridos, entre os quais quase uma dezena de estrangeiros. A cidade, uma das pérolas do turismo egípcio – com 36 mil camas, e mais 35 mil em construção – deverá ver reduzidas drasticamente, nos próximos dias, as reservas de férias. As forças de segurança estão por todo o lado, 48 horas depois da catástrofe são mais as perguntas do que as respostas sobre esta tragédia. As opiniões dividem-se quanto à possível autoria dos ataques. Para alguns analistas e colunistas da imprensa árabe, apesar da reivindicação atribuída a um grupo próximo da al-Qaida, a origem pode estar no próprio Sinai e até ter ligações com o julgamento dos autores dos ataques de Taba. Depois das vidas humanas, o maior impacto será sobre a economia. O turismo é uma das principais receitas do Egipto e a região de Sharm el-Sheik emprega milhares de pessoas. Gente que olha agora para o futuro com muita apreensão ao ver as praias vazias em plena época estival.
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