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Egipto: polícia procura autores dos atentados em Sharm el-Sheikh

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Egipto: polícia procura autores dos atentados em Sharm el-Sheikh

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Enquanto os turistas abandonam, às centenas, uma agora menos idílica Sharm el-Sheikh, as autoridades egípcias prosseguem em força com as investigações.

A polícia anunciou, até ao momento, a detenção de 95 pessoas, 35 das quais na zona da estância balnear, junto ao Mar Vermelho. Especialistas analisam os destroços dos três atentados, o hotel Ghazala Gardens, um parque de estacionamento e um mercado, à procura de indícios. Embora ainda não tenham apurado responsabilidades, as autoridades afirmam que foram utilizados 500 quilos de explosivos nos ataques. A prioridade é agora descobrir os autores e os testemunhos dos feridos que ainda se encontram nos hospitais são um importante elemento. Dois grupos distintos reivindicaram os atentados através da internet: o primeiro com ligações à al-Qaida; o segundo auto-intitula-se “os Mujahedin do Egipto”. Em redor de Sharm el-Sheik, a polícia reforçou os postos de controlo e tenta perceber como puderam infiltrar-se os terroristas. O ministro do Interior afirmou que existirão ligações entre os eventos de sábado e os atentados do passado mês de Outubro noutra estâncial balnear, em Taba, que custaram a vida a 34 pessoas. Em Ismailia, no norte do país, recomeçou no domingo o julgamento dos três supostos terroristas de Taba. Pouco depois foi adiado, para averiguar alegações de tortura na obtenção das confissões destes homens, que negam ainda qualquer ligação com o sucedido em Sharm el-Sheikh.