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Egipto: turistas e egípcios contra o terrorismo em Sharm el-Sheik

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Egipto: turistas e egípcios contra o terrorismo em Sharm el-Sheik

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“Somos contra o terrorismo”, podia ler-se num cartaz. Uma clara mensagem na manifestação a que acudiram quase duas mil pessoas em Sharm el-Sheik.

A série de atentados que atingiu, na madrugada de sábado, a estância balnear egípcia deixa até agora um balanço não oficial de pelo menos 88 mortos e 130 feridos, entre os quais perto de uma dezena de estrangeiros. Ao pacífico, mas ruidoso, acto de protesto acudiram locais e trabalhadores da região, egípcios e estrangeiros, bem como turistas que viram as suas férias paradisíacas interrompidas. Um dos manifestantes locais foi peremptório: “Trabalhamos e vivemos aqui. Somos contra o que se passou. Todos nós, todos os egípcios e os estrangeiros que aqui estão e trabalham. Porque esta é a nossa vida e somos contra o que aconteceu… E esperamos que não se repita.” Para além das perdas humanas, os atentados em Sharm el-Sheik afectarão sobretudo o turismo, uma das principais fontes de receita do país. Esta região da península do Sinai emprega milhares de pessoas. A manifestação de domingo prolongou-se até ao início da noite e culminou com a colocação de velas e flores diante do hotel Ghazala Gardens, um dos locais mais afectados pelos atentados.