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Suspeitos de atentados em Londres receberam durante anos subsídios do governo


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Suspeitos de atentados em Londres receberam durante anos subsídios do governo

Num apartamento no norte de Londres a polícia britânica afirma ter encontrado material que pode ser utilizado para o fabrico de bombas. A residência era habitada por um dos homens identificado como autor de um dos atentados da semana passada na capital britânica.

Trata-se de Yassin Hssan Omar, de 24 anos, somali, residente legal no Reino Unido, que terá, durante anos, recebido subsídios do Estado, perto de 34 mil euros, para pagar o aluguer da sua casa em Southgate. Revelações que deixaram muitos britânicos revoltados. O primeiro-ministro, Tony Blair, não comentou a informação, mas esforçou-se por condenar qualquer actividade terrorista, onde quer que seja cometida e rejeita qualquer justificação para estes actos. “Não há justificação para ataques suicidas na Palestina, em Londres, no Egipto, Turquia, Estados Unidos, onde quer que seja. Ponto final”, afirmou em conferência de imprensa. O Reino Unido mergulhou na maior caça ao homem da sua história. O governo necessita do apoio de todos os quadrantes políticos para eventuais novas medidas antiterrorismo. Para isso foram chamados a Downing Street Charles Kennedy, líder dos liberais democratas e Michael Howard, dos conservadores. Os dois expressaram reservas quanto ao pedido da polícia – reter suspeitos por períodos superiores a três meses sem acusação – mas concordaram na possibilidade de se usarem gravações ilegais de conversas telefónicas como provas susceptíveis de serem apresentadas em tribunal. Apesar da polémica à volta da morte do cidadão brasileiro, vítima de um engano da polícia, os métodos delineados, ou seja, atirar para matar em caso de suspeita, vão manter-se.
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