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Tribunal de Angers aplica penas pesadas a acusados de pedofilia

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Tribunal de Angers aplica penas pesadas a acusados de pedofilia

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A justiça francesa condenou a penas entre 16 e 28 anos de prisão, os cinco principais acusados no mega-processo de pedofilia julgado pelo tribunal de Angers.

Os nove jurados e três juízes penalizaram duramente os três reincidentes no leque de arguidos. Os membros do casal Thénardier, Franck e Patricia, no centro de todo o círculo de prostituição de crianças, pedofilia e incesto foram por seu lado condenados a penas de prisão de, respectivamente, 16 e 18 anos de prisão. O tribunal reconheceu a culpa do casal na violação de 14 crianças, entre as quais se encontravam os próprios filhos. Este é o maior processo por pedofilia jamais julgado em França, 65 acusados passaram pelo banco dos réus – 39 homens e 26 mulheres – acusados de violentarem 45 vítimas, com idades compreendidas entre os 6 meses e os 12 anos. O veredicto teve que responder a 1974 questões relativas às principais acusações. A factura do processo ascendeu a 5 milhões de euros. Depois do processo por pedofilia de Outreaux, a justiça francesa não poupou meios para fazer um julgamento exemplar, em plena campanha do governo para combater a recidiva criminal. As câmaras foram impedidas de entrar no recinto do julgamento. Uma sala de 350 m2 foi construída para acolher as audiências. Mesmo os jurados beneficiaram de acompanhamento psicológico. Durante cinco meses de audiências tentou-se julgar o inconcebível. Uma lista de casos de violação, prostituição infantil, agressão sexual e incesto, organizados pelos próprios familiares das crianças abusadas, algunsanteriormente condenados por pedofilia e acompanhados por assistentes sociais. Christian Gillet director dos serviços sociais de Angers, lembra que, “alguns acusados tinham sido anteriormente julgados por violação. Mas na altura não existiam registos sobre este tipo de crimes que permitissem cruzar informações,como já acontecia por exemplo em Inglaterra”. Em troca de pequenas somas de dinheiro, cigarros, e em alguns casos peças de automóveis, os acusados abusaram sexualmente de crianças com idades entre os seis meses e os 14 anos. Os crimes foram cometidos entre Janeiro de 1999 e Fevereiro de 2002 no distrito de Saint Léonard em Angers, Oeste de França. Na origem dos crimes esteve uma vasta rede com ramificações que, até hoje, permanecem ainda desconhecidas. As autoridades reconhecem que nem todas as vítimas e agressores foram identificados.