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Durão Barroso: Um ano à frente dos destinos da Comissão Europeia

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Durão Barroso: Um ano à frente dos destinos da Comissão Europeia

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Há cerca de um ano, Durão Barroso ostentava o sorriso da vitória. Foi em Julho que o ex-primeiro-ministro português foi investido no cargo de presidente da Comissão Europeia. Barroso não partiu numa posição privilegiada. Afinal, a sua nomeação foi uma segunda escolha dos parceiros comunitários, que nele encontraram o mínimo denominador comum.

Um ano depois, o estado de graça acabou. Durão Barroso não tem capacidade de liderança, criticam analistas como Stanley Crossick, fundador do European Policy Centre: “Questiono-me se, com toda a boa vontade do mundo, se com toda a habilidade, Barroso conseguirá realmente mostrar liderança ao nível de Bruxelas.” Estes 12 meses não foram fáceis. As dificuldades de Barroso começaram com a composição da equipa. O Parlamento Europeu demonstrou o seu poder face à Comissão, no chamado “caso Buttiglione”, ao recusar o polémico comissário italiano, indigitado para a pasta da Segurança e Liberdade. Foi um Durão enfraquecido que teve pela frente rudes provas. Pascal Delwit, do Instituto de Estudos Europeus, recorda que “houve dossiês muito importantes, em particular o da ratificação da Constituição Europeia, com os problemas do ‘não’ francês e do holandês; a questão do orçamento, que se tornou emblemática; e o futuro da directiva sobre os serviços, onde [Durão] fez declarações demasiado apressadas e nem sempre hábeis, num contexto político bastante tenso, como o desta Primavera.” No momento de encerrar para férias, a União Europeia prepara-se para passar o Verão sem orçamento para 2007-2013. Os analistas são unânimes: no próximo ano político, a Comissão Barroso vai “ter de fazer melhor.”