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Discovery com destino incerto

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Discovery com destino incerto

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O regresso do Discovery à terra poderá estar ameaçado por eventuais danos na asa direita do vaivém. As imagens captadas ontem a partir da Estação Espacial Internacional mostram que a fuga de espuma isoladora, ocorrida durante a descolagem, poderá ter danificado o revestimento da fuselagem em pelo menos onze pontos – quatro dos quais situam-se no rebordo da asa direita.

Segundo a NASA, que minimiza a gravidade da situação, o diagnóstico final à resistência do escudo térmico do aparelho só será conhecido dentro de três dias. A agência espacial considera, no entanto, que os impactos registados no vaivém são em 80% inferiores àqueles que ocorrem na maioria das missões. Uma consideração que não impediu a NASA de suspender todos os voos previstos. Para já, os sete astronautas e dois tripulantes da ISS mantém-se na expectativa, a 236 quilómetros de distância da Terra. Se os danos no veículo forem considerados irreparáveis, os nove elementos poderão ter que coabitar durante semanas ou meses, como o prevê um plano de emergência baptizado “refúgio”. No pior dos cenários, os astronautas teriam que abandonar o Discovery no espaço e esperar pela chegada do vaivém Atlantis, ou recorrer aos serviços do foguetão russo Soyuz. Uma missão abortada para evitar a repetição do acidente ocorrido com o Columbia em 2003 na sequência de um problema similar. À entrada na atmosfera, os impactos da espuma isoladora abriram brechas na fuselagem que não aguentou as altas temperaturas, desintegrando-se. Dois anos e meio depois a NASA falhou a missão de tornar o veículo mais seguro, falta agora saber se regressará como previsto, são e salvo, no dia 7 de Agosto.