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NASA prepara missão-refúgio para salvar tripulação do Discovery

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NASA prepara missão-refúgio para salvar tripulação do Discovery

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Perante danos similares aos que estiveram na origem da desintegração do Columbia, há dois anos, a NASA tenta encontrar as melhores soluções para evitar a repetição do drama.

No dia 1 de Fevereiro de 2003, o Columbia desintegrou-se ao entrar na atmosfera, matando os sete membros da tripulação. Tudo por causa dos danos causados numa das asas, pela espuma de isolamento do reservatório externo, no momento do lançamento. Ninguém se deu conta e as fissuras permitiram a entrada de gases dentro da nave, o que levou à explosão. Desta vez, a NASA previu todo um cenário de catástrofe, para salvar a vida dos sete tripulantes. Um plano que pode ser desencadeado se se concluir que o Discovery está perdido para sempre. As nove pessoas que se encontram na Estação Espacial Internacional (ISS), um espaço concebido para a permanência de três astronautas, têm neste momento autonomia para cerca de um mês. Os víveres transportados pelo Discovery poderão reforçar um pouco essa autonomia, mas será preciso fazer alguma coisa muito rapidamente. Para a missão de socorro está em suspenso o Atlantis. O plano, denominado “refúgio” prevê o envio de quatro astronautas que estão a ser treinados há seis meses. A missão é arriscada e será preciso prepará-la em tempo recorde, sem a possibilidade de desenvolver todos os testes. Na NASA esta solução é vista apenas como o último recurso. Aos nove astronautas que estão na ISS, juntar-se-ão os quatro da missão de socorro, o que significa que o Atlantis terá que trazer à Terra onze pessoas, um recorde na história das missões espaciais, esperando que tudo corra pelo melhor. Se o Discovery morrer no espaço, o programa espacial americano estará condenado, pelo menos até 2010.