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Será Ljiliana Karadzic mais convincente do que Carla del Ponte?

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Será Ljiliana Karadzic mais convincente do que Carla del Ponte?

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Poderá o apelo da mulher de Radovan Karadzic ser mais eficaz do que os esforços do Tribunal Penal Internacional para capturar o criminoso de guerra foragido? A pergunta ecoa hoje nas primeiras páginas dos jornais em Sarajevo.

O antigo líder político dos sérvios da Bósnia encontra-se a monte desde 1997, apesar das diversas acções levadas a cabo pela NATO e da pressão contínua da procuradora-geral do TPI, Carla Del Ponte, sobre o governo de Belgrado. Nas ruas de Sarajevo uma mulher não acredita que Karadzic aceite render-se, “trata-se apenas de um jogo, até porque a sua rendição seria negativa para muitos dirigentes internacionais”, afirma. Outro, afirma que, “é apenas uma táctica que reflecte a pressão exercida sobre a esposa”. Ljiliana Zelen Karadzic surgiu ontem nos ecrãs de televisão sérvia da Bósnia, para, “do fundo do coração”, como afirmou, pedir ao marido para que se entregue ao Tribunal Penal Internacional. Um gesto que justificou com a pressão crescente exercida pela NATO junto da família. Em Junho os militares internacionais tinham mudado de estratégia. Ao final de dezenas de buscas infrutíferas realizadas na aldeia de Pale, antigo bastião dos sérvios da Bósnia, decidiram capturar um dos filhos de Karadzic, libertado dez dias depois. Para alguns analistas, o apelo emitido por Ljiliana Karadzic poderá servir de pretexto ao marido para se entregar, mantendo a aura de herói de guerra. A entrega do criminoso de guerra, assim como do antigo chefe militar dos sérvios da Bósnia, Ratko Mladic, é uma condição essencial para a eventual adesão da Bósnia-Herzegovina à União Europeia. O início das negociações está previsto para o princípio de Outubro.