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Golpistas dissolvem Parlamento na Mauritânia

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Golpistas dissolvem Parlamento na Mauritânia

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A comunidade internacional reforça o apoio ao presidente deposto da Mauritânia, Maaouya Ould Taya, afastado do poder na quarta-feira por um golpe militar.

Tanto a ONU como o Departamento de Estado norte-americano condenaram a acção, exigindo o restabelecimento do poder de Taya, que se encontra temporariamente exilado no Niger. A União Africana suspendeu ontem a participação da Mauritânia em todas as actividades da organização até que a ordem constitucional seja restabelecida. No país, a Junta Militar chefiada pelo antigo chefe da segurança, anunciou ontem a dissolução do Parlamento, sublinhando que respeitaria a Constituição democrática com algumas alterações. O líder do chamado Conselho Militar para a Justiça e Democracia, o coronel Ely Ould Vall, prometeu concluir uma transição democrática no país em menos de dois anos, mantendo para já em funções o anterior governo. Vall aproveitou-se da presença do chefe de estado no funeral do rei Fahd da Arábia Saudita, na quarta-feira, para derrubar um governo criticado pela sua proximidade a Washington e Israel. Nas ruas da capital, Nouakchott, milhares de pessoas manifestaram o apoio aos golpe de estado, saudado esta noite pela oposição no exílio como uma “revolução dos cravos”. A acção ocorre a meses da Mauritânia começar a explorar os seus recursos petrolíferos junto à costa atlântica.