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Hiroshima foi há sessenta anos

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Hiroshima foi há sessenta anos

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A cidade japonesa com nome de catástrofe recordou hoje as 300 mil vítimas das duas bombas atómicas com as quais os Estados Unidos selaram em Hiroshima e Nagasaki o final da Segunda Guerra Mundial. Eram então 8h15 da manhã. Hoje à mesma hora, dezenas de milhares de pessoas cumpriram um minuto de silêncio no local exacto da detonação da bomba atómica em Hiroshima.

Durante a cerimónia, presidida pelo primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, e pelo presidente da câmara de Tóquio, mais 5375 nomes foram adicionados à lista de vítimas. Koyzumi lembrou que o Japão foi o único país na História da humanidade a ser atingido por uma bomba nuclear: “Tragédias como Hiroshima e Nagasaki não se deverão repetir nunca mais, por isso o nosso país vai manter-se fiel à sua constituição pacifista e à defesa do tratado de não proliferação nuclear”. Na “declaração de paz” lida pelo presidente da câmara de Tóquio, Tadatoshi Akiba, acusou as potências nucleares mundiais como Estados Unidos, França ou Reino Unido de “colocarem em risco a sobrevivência da espécie humana”. Em Agosto de 1945, duas explosões nucleares, com três dias de intervalo, em Hiroshima e Nagasaki, iriam pôr termo à Segunda Guerra Mundial e pairar sobre os conflitos mundiais do resto do século XX. Perante a potência destruidora da bomba atómica, o regime de Tóquio render-se-ia a Washington. Em Hiroshima, 70 mil pessoas morreram no momento da explosão. Outras 70 mil viriam a falecer nos meses seguintes. Sessenta anos depois do primeiro bombardeamento nuclear da História, são ainda desconhecidas as consequências dos efeitos da radiação nuclear sobre a quarta geração de habitantes de Hiroshima e Nagasaki.