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Irão cada vez mais próximo do Conselho de Segurança da ONU


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Irão cada vez mais próximo do Conselho de Segurança da ONU

Na próxima semana, uma equipa de inspectores da Agência Internacional de Energia Atómica parte para o Irão. Os agentes das Nações Unidas vão instalar câmaras de vigilância nas instalações nucleares de Ispahan e pedem às autoridades iranianas que não violem os selos colocados na central.

Teerão está decidido a retomar as actividades de conversão de urânio, tanto na central de Ispahan como na de Natanz. A Europa tenta dissuadi-lo e propõe acordos de cooperação. Os responsáveis da diplomacia iraniana já anunciaram que vão rejeitar a última proposta da União, que foi apresentada na sexta-feira. Segundo explicou Hamid Reza Asefi, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros, o documento não contempla o enriquecimento do urânio – e isso é algo que o Irão considera um direito legítimo. Em Novembro do ano passado, nos acordos de Paris, os iranianos tinham aceitado suspender as suas actividades nucleares. Mas a descoberta de túneis subterrâneos, sob a central de Ispahan, levou os países ocidentais a recear que o Irão continuasse clandestinamente as actividades nucleares. A troika europeia, formada pelos representantes de França, Alemanha e Grã-Bretanha, propôs fornecer combustível nuclear civil a Teerão, em troca do abandono total das actividades atómicas. Mas a recusa iraniana em aceitar as ofertas europeias levou à convocação, para a próxima terça-feira, de uma sessão extraordinária da Agência Internacional de Energia Atómica. Quem sabe, a última etapa antes de apresentar queixa do Irão no Conselho de Segurança da ONU.
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