Última hora

Última hora

Sessenta anos depois, o Japão relembra catástrofe atómica de Hiroxima

Em leitura:

Sessenta anos depois, o Japão relembra catástrofe atómica de Hiroxima

Tamanho do texto Aa Aa

Milhares de laternas de papel foram largadas no rio vizinho do Parque Memorial da Paz, em Hiroxima. Uma homenagem às 300 mil vítimas das duas bombas nucleares norte-americanas que selaram, nesta cidade e na de Nagasaki, o fim da Segunda Guerra Mundial.

Às 8h15 da manhã, à hora e no local exacto da detonação da bomba atómica em Hiroxima, dezenas de milhar de pessoas respeitaram um minuto de silêncio. A cerimónia oficial foi presidida pelo primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, e pelo presidente da câmara de Tóquio, Tadatoshi Akiba. Mais 5375 nomes foram adicionados à longa lista de vítimas. Koizumi prometeu que o Japão se manterá fiel aos princípios da sua constituição pacifista e à defesa do Tratado de Não Proliferação Nuclear. O aniversário de Hiroxima coincide com um momento crucial, em que os poderes regionais tentam convencer a Coreia do Norte a abandonar o programa atómico. No início deste ano, o governo japonês reconheceu que mais de 260 mil pessoas ainda vivem com os efeitos secundários do primeiro ataque nuclear da História.