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Suspensas as negociações sobre o programa nuclear da Coreia

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Suspensas as negociações sobre o programa nuclear da Coreia

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Foi interrompido, durante três semanas, o diálogo sobre o programa nuclear da Coreia do Norte. Pyongyang recusou todos as propostas de acordo, apresentadas ao longo destes 13 dias de trabalhos da quarta ronda de negociações para o desarmamento da península da Coreia.

O vice-ministro chinês dos Negócios Estrangeiros e actual negociador-chefe, que fez o anúncio, confirmou que “há divergências sobre os principais temas”. Contudo, Wu Dawei acrescentou: “As seis partes concordaram em interromper a reunião, isso prova que não temos medo das diferenças e acreditamos profundamente na nossa capacidade para resolver as questões.” China, Estados Unidos, Japão, Rússia e Coreia do Sul tentam convencer a Coreia do Norte a desistir do armamento atómico. O país anunciou, em Fevereiro, ter construído armas nucleares e os peritos estimam que tenha reservas de plutónio suficientes para nove bombas. Christopher Hill, o negociador norte-americano, lamenta que Pyongyang não tenha aceite o acordo que está na mesa, o qual significa “um futuro muito melhor para o país.” Mas a Coreia do Norte recusa ser inspeccionada pela Agência Internacional de Energia Atómica e exige a retirada das armas nucleares da vizinha Coreia do Sul – armas que os Estados Unidos garantem não existir. Pyongyang quer também o reconhecimento diplomático por parte de Washington e “garantias legais e sistemáticas” de que os Estados Unidos não atacarão o país com armas nucleares, como declarou Kim Kye-Gwan, vice-ministro coreano dos Negócios Estrangeiros. Os negociadores deixam agora Pequim e regressam aos seus países, antes de retomarem o diálogo, no final de Agosto. Se não chegarem a um acordo rapidamente, Washinton pode apresentar queixa de Pyongyang na ONU.