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Tripulação está salva, falta explicar antecedentes do resgate do AS-28

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Tripulação está salva, falta explicar antecedentes do resgate do AS-28

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Resgatados os sete marinheiros do mini-submarino russo, ficam no ar muitas dúvidas sobre os antecedentes desta operação de salvamento.

Cinco anos após a tragédia com o Kursk, que provocou a morte a 118 homens, o Kremlin mostrou ter aprendido a lição e rapidamente recorreu à ajuda da Grã-Bretanha, Estados Unidos e Japão. Foram os britânicos os primeiros a chegar ao local e os principais intervenientes no resgate do submergível AS-28, encalhado desde quinta-feira a 190 metros de profundidade numa baía no Pacífico, no extremo Oriente da Rússia. O Kremlin encarregou o ministro da Defesa de supervisionar a operação. Serguei Ivanov ficou visivelmente contente quando, por fim, o submarino russo surgiu à superfície. O ministro agradeceu a todos os participantes no salvamento, dando especial atenção à Marinha britânica, mas sem esquecer os Estados Unidos, o Japão e os seus próprios conterrâneos. Resta perceber agora como a Marinha russa foi incapaz de encontrar, por si própria, uma solução para um problema relativamente simples. As tentativas falhadas dos russos contrastaram com a precisão cirúrgica e a rapidez dos britânicos que, com um Scorpio 45 telecomandado, cortaram os cabos e redes de pesca que bloqueavam o AS-28. Também não é clara a missão do submarino russo, ele próprio um aparelho de resgate. Nem se sabe porque não se fazia acompanhar de outro submergível, como mandam as regras.