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Atentados de Londres: alegados bombistas enfrentam a barra dos tribunais

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Atentados de Londres: alegados bombistas enfrentam a barra dos tribunais

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O alegado cabecilha dos bombistas de 7 de Julho em Londres foi extraditado ontem, da Zâmbia para o Reino Unido. Haaron Aswat, britânico de origem indiana, é procurado pelos Estados Unidos por tentativa de implantação de um campo de treino terrorista no estado do Oregon.

A única acusação que, para já, justifica a sua detenção, um mês depois dos ataques que provocaram 56 mortos em três estações de metro londrinas e num autocarro. Segundo a Scotland Yard, Aswat teria entrado em contacto várias vezes com o grupo de bombistas suicidas, tendo partido do país dias antes da primeira vaga de atentados. Entretanto, a justiça britânica começa hoje a ouvir os três alegados bombistas dos atentados falhados de 21 de Julho detidos no país. Mokhtar Saïd Ibrahim, Ramzi Mohammed e Yasin Hassan Omar, são acusados de tentativa de homicídio, conspiração com fins homicidas e posse de explosivos. O somali Hamdi Issac, o quarto elemento, aguarda por seu lado a extradição de Roma para Londres. Um quinto elemento, Manfo Kwaku Asiedu, cuja bomba não deflagrou, enfrenta em Londres as mesmas acusações dos restantes três operacionais. No total, 39 pessoas foram até agora detidas, suspeitas de envolvimento directo ou indirecto nos atentados falhados de 21 de Julho que não provocaram vítimas. Durante a semana a justiça britânica poderá acusar três imãs radicais de incitamento à traição e ao assassínio. Os responsáveis do ministério público encontram-se a analisar as acusações contra os religiosos, entre os quais se encontra o xeque Omar Bakri, considerado o ideólogo da Al-Qaida na Europa. Bakri considerou no passado como “heróis” os piratas do ar que desviaram três aviões contra o Pentágono e as Torres Gémeas, respectivamente em Washington e Nova Iorque, no dia 11 de Setembro de 2001. Tony Blair tinha banido há dias o grupo de Bakri, o al-Muhajiroun. O governo britânico prometera penalizar os “comportamentos inaceitáveis” daqueles que considera como “predicadores do ódio”.