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Irão desafia o mundo e mostra imagens de uma central nuclear

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Irão desafia o mundo e mostra imagens de uma central nuclear

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Estas são imagens que chocaram o mundo: o Irão retomou o programa de enriquecimento de urânio na central de Isfahan. Os negociadores não conseguiram persuadir Teerão e já podem participá-lo à ONU. Mesmo se o Irão tem muito cuidado para não violar as regras do tratado de não proliferação das armas nucleares.

A porta-voz da Agência Internacional da Energia Atómica(AIEA), Melissa Fleming, relata, mesmo assim uma pequena infracção. “Fizeram isto no momento em que os inspectores colocaram as câmaras, mas antes que elas fossem testadas”. A comunidade internacional não confia nos iranianos que, já no passado, esconderam parte do programa nuclear (acabaram por confessá-lo há uns meses). E o Irão não se fia nas promessas dos europeus, e muito menos nas dos americanos. Por agora, a colaboração com a AIEA continua relativamente boa, mas frágil. O responsável do conselho iraniano de segurança, afirma que, em primeiro lugar, as agências instalaram as câmaras, que estão a trabalhar. E a parte que começou a ser explorada nem sequer era secreta, pelo que nenhum acordo foi violado. O recomeço das actividades seguiu-se à rejeição da última oferta europeia: cooperação para o desenvolvimento do nuclear a nível civil e toda uma série de oportunidades para uma cooperação económica e comercial a par do apoio para a entrada de Teerão na Organização Mundial do Comércio. O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Joscka Fischer, acusa o que considera ser “um passo na má direcção”. O porta-voz do Conselho Supremo de Segurança iraniano acha que não, que desde o princípio a estratégia iraniana relativamente aos europeus era boa para todos, mas não devia trazer a derrota ao Irao. E ordenaram que tudo parassem e que os peritos nucleares procurassem outro emprego. Para isso não é preciso a Europa, uma humilhação a esse ponto”. E assim, 60 anos depois de Hiroshisma e Nagasaki, o Irão anuncia o regresso ao seu programa nuclear. Ao mesmo tempo, também se queixa de estar a ser alvo de chantagem para comprar à Europa a energia nuclear que quer produzir só.