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Manifestação contra retirada de Gaza junta 200 mil pessoas em Telavive

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Manifestação contra retirada de Gaza junta 200 mil pessoas em Telavive

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A manifestação de Telavive superou as expectativas dos organizadores. Perto de 200 mil pessoas, na maioria ortodoxos judeus ou radicais de direita, concentraram-se na Praça Yitzak Rabin para dizer, outra vez, não à retirada dos colonatos.

A manifestação, apesar de ter tido mais participantes do que todas as outras, esteve longe de ser animada. Noutros protestos, a música ganhou especial destaque. Desta vez as atenções viraram-se para os discursos radicais, muitos deles de rabinos que apelaram à resistência. Mas mesmo assim, o primeiro-ministro não faz marcha atrás e prescinde de pedir desculpas aos colonos, como fez o presidente israelita Moshé Katzav num discurso à nação. Numa entrevista a um jornal israelita, Ariel Sharon garante que não se arrepende de nada e, mesmo que soubesse que ía haver tanta contestação ao plano de retirada, afirma que faria tudo outra vez. Faltam três dias para terminar o prazo dado pelas autoridades para os colonos deixarem as casas na Faixa de Gaza. Dia 17 começam as demolições. Quem ainda permanecer na região terá de sair à força. Cinco dias antes do previsto, o exército fechou os colonatos a não residentes. De acordo com fontes militares, terão já conseguido infiltrar-se nos colonatos de Gaza perto de 5 mil militantes radicais que se opõem à retirada. Ainda de acordo com fontes do exército, perto de três mil estarão já em Neve Dekalim, considerada com a capital do bloco de 15 colonatos de Gush Katif.