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Sri Lanka: Guerrilha nega participação no homicídio de MNE

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Sri Lanka: Guerrilha nega participação no homicídio de MNE

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Os Tigres Libertadores do Eelam Tamil negam qualquer implicação no assassinato do ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) do Sri Lanka, país agora em estado de emergência. A guerrilha aconselha as autoridades a procurar os culpados entre as forças da ordem, que os separatistas acusam de tentar minar três anos e meio de trégua.

O assassinato de Lakshman Kadirgamar foi atríbuido, pela polícia, à guerrilha, que luta há mais de 20 anos contra o poder central pela proclamação de um Estado para a etnia Tamil, minoritária no Sri Lanka. Esta manhã, o inquérito apontava o dedo às forças de segurança do ministro, por negligência. Apesar da forte protecção que o acompanhava sempre, Lakshman Kadirgamar foi baleado, ontem, na sua casa, na capital, por, pelo menos, um atirador furtivo. A polícia deteve duas pessoas, interroga três vizinhos, encontrou a arma num terreno e um tripé numa casa próxima da residência da vítima. O ministro, de 73 anos, de etnia Tamil, era um dos mais populares membros do executivo, mas considerado um traidor pela guerrilha. A sua morte inquieta a Noruega, país mediador do processo de paz, que teme o fim do cessar-fogo.