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Polícia israelita em alerta máximo a horas da retirada da Faixa de Gaza

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Polícia israelita em alerta máximo a horas da retirada da Faixa de Gaza

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O domingo religioso em Jerusalém pode transformar-se numa jornada de protesto contra a retirada militar da Faixa de Gaza que se inicia à meia-noite, hora local.

Desde o início da manhã que a polícia israelita deslocou milhares de agentes para a zona da cidade velha de Jerusalém, que circunda o muro das lamentações e a esplanada das mesquitas. As autoridades temem protestos por parte dos activistas da direita religiosa, assim como confrontos entre judeus e muçulmanos. Os judeus celebram hoje o “Tisha Be Av”, o nono dia do mês hebraico de Av, data em que recordam a destruição dos templos do rei Salomão e do rei Herodes. Uma data que ganha um novo sentido entre os movimentos radicais opostos a Ariel Sharon, na véspera do início do desmantelamento de mais de duas dezenas de colonatos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Como medida de prevenção, a polícia bloqueou a entrada da esplanada das mesquitas aos homens com menos de 45 anos. Milhares de muçulmanos foram convocados nas últimas horas por grupos islâmicos para a defender o local sagrado de um eventual ataque vindo da parte de movimentos judeus radicais. Nas ruas de Jerusalém o verde cor do Islão promete assim contrastar com o laranja, cor dos activistas pró-colónias. Um ambiente de alta tensão num momento em que a polícia israelita se encontra em alerta máximo para evitar qualquer oposição violenta à retirada militar de parte dos territórios ocupados.