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Tese do acidente ganha força após desastre aéreo na Grécia

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Tese do acidente ganha força após desastre aéreo na Grécia

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Foi o pior desastre aéreo da história da Grécia: um Boeing 737, da companhia cipriota Helios, despenhou-se, hoje, perto de Atenas com 121 pessoas a bordo. As equipas de socorro não encontraram sobreviventes.

Um ministro cipriota desmente a presença de 80 crianças a bordo do avião, como tinha anunciado o primeiro-ministro checo. Segundo a companhia aérea, a maioria dos passageiros era cipriota e havia um grupo de 48 jovens. As autoridades, que tentam controlar o incêndio provocado pelo despenhamento, já encontraram as caixas negras, o que permitirá elucidar as causas da tragédia. O avião partiu do aeroporto de Lanarca, em Chipre, rumo a Praga, na República Checa. Estava prevista uma escala em Atenas. Após ter sido perdido o contacto entre o aparelho e a torre de controlo, as autoridades gregas enviaram caças F-16 para verificar a situação, mas o avião despenhou-se poucos instantes depois na colina de Varnava, 40 quilómetros a Nordeste da capital grega. O governo grego não exclui nenhuma possibilidade, embora ganhe força a tese do acidente, quando ao início se avançou a hipótese de acto terrorista. Segundo o aeroporto cipriota, na última comunicação o piloto deu conta da existência de problemas com o sistema de pressurização ou de oxigénio. Situação comunicada também por um passageiro através da mensagem de telemóvel que conseguiu enviar a um familiar. Mas um perito francês garante que a simples falha do sistema de pressurização não é suficiente. Para provocar a queda deverá haver um conjunto de circunstâncias – uma despressurização violenta e o avião estar em piloto automático. Este parece ser o caso tendo em conta o relato dos pilotos dos caças F-16, que escoltavam o aparelho, que contam ter visto um piloto inconsciente e que afirmam que o capitão estava ausente do cockpit.