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Colonos israelita divididos entre os resignados que partem e os que resistem

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Colonos israelita divididos entre os resignados que partem e os que resistem

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A Faixa de Gaza concentra nestas horas toda a tensão inerente ao conflito israelo-palestiniano. Ameaçados já com a expulsão pela força, os colonos,sobretudo do bloco de Gush Katif, decidiram por agora recorrer à resistência passiva.

Por exemplo em Neve Dekalim, o maior colonato de Gaza e que integra Gush Katif, habitantes e centenas de activistas infiltrados formaram barricadas ou construiram obstáculos para impedir os soldados de entrarem no colonato para distribuir as ordens de expulsão. Por entre orações, cânticos e lágrimas, os opositores da retirada tentam convencer os soldados a desobedecer às ordens do governo e a deixá-los ficar em Gaza. Se no Norte da Faixa de Gaza os colonatos estão já quase vazios, o mesmo não acontece no bloco de Gush Katif, no Sul. É aqui que se vivem as situações mais tensas e os colonos estão prontos a recorrer à força. Em Morag, não muito longe de Gush katif, a palavra de ordem é resistir de forma pacífica, por causa das crianças e mulheres grávidas. As ordens de expulsão distribuidas são uma mera formalidade. Uma forma para convencer alguns colonos de que a medida é mesmo para aplicar. Face a uma saída iminente há quem se tenha resignado e decida agora partir, sem deixar nada para trás. Com as horas a passar e a aproximar-se o momento dos militares começarem a evacuação forçada, muitos colonos fazem-se à estrada com os seus bens. Para trás ficam sonhos e quase quatro décadas de ocupação israelita da Faixa de Gaza. Mas Israel já disse que vai manter os principais blocos de colonatos na Cisjordânia.