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Portugal faz frente a trinta incêndios de Norte a Sul

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Portugal faz frente a trinta incêndios de Norte a Sul

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Dos trinta incêndios activos em Portugal, 27 estavam por circunscrever na manhã desta segunda-feira. A situação na periferia de Coimbra é desoladora. O hospital psiquiátrico da cidade, Sobral Cid, foi evacuado, devido à ameaça das chamas.

Várias casas foram destruídas este fim de semana, os incêndios lavram de norte a sul do país. Elevam-se para 14 o número de mortos devido aos fogos, há mais de 50 pessoas desalojadas. A ajuda europeia começa a chegar, mas deverá estar operacional a 100 por cento apenas amanhã, terça-feira. A Itália enviou um hidroavião Canadair, a Espanha dois, e a Alemanha dois helicópteros. Dos 18 distritos em Portugal, nove estão em estado de alerta máximo, nomeadamente no norte. Apenas dois estão em alerta moderado. Os restantes dividem-se entre o alerta muito elevado e o elevado. Pelo menos 25 peritos estrangeiros no combate ao incêndio foram enviados para Portugal. Os Açores ofereceram a ajuda de 25 bombeiros do serviço regional de Protecção Civil ao continente. Os bombeiros profissionais afirmam ter quase mil homens disponíveis para actuar e acusam o governo de não mobilizar todos os meios disponíveis. O ministro da Administração Interna, António Costa, contra-atacou afirmando que é da responsabilidade das autarquias convocar os bombeiros profissionais. Estes bombeiros são, regra geral, funcionários camarários. A polémica é recorrente, dura há vários anos. Entretanto no terreno estão mais de 1700 homens, apoiados por quase 800 viaturas. Há também elementos do exército português que ajudam na evacuação e na vigilância. Quanto ao tempo, não parece estar de feição, prevê-se o aumento das temperaturas ao longo do dia e ventos desfavoráveis para os que combatem os fogos. Desde o início do ano arderam em Portugal 115 mil hectares.