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Soldados israelitas: dever acima de tudo

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Soldados israelitas: dever acima de tudo

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Os soldados israelitas viveram, nos dias da retirada dos colonos da Faixa de Gaza, momentos de grande emoção e dias muito difíceis.

A retirada dos colonos fechados nas sinagogas de Neve Dekalim e Kfar Darom foram os momentos mais complicados. Cerca de 25 mil membros do exército enviados para esta operação eram mulheres, divididas entre o cumprimento do dever e o sentimento de agirem contra o seu povo. “Eu não escolhi estar aqui. Não sou voluntária, mas quando os colonos me diziam como pode levar os meus filhos para fora de sua casa, apeteceu-me dizer-lhe que este não é um sítio bom para viver, que os levávamos para um sítio mais seguro onde já não terão medo”, afirma Tamara Fashuk, uma soldado. Mas a revolta tomou conta dos colonos que se recusavam a perceber porque tinham que sair do sítio onde sempre viveram e muitos resisitiram até ao limite. Uma má opção para outra soldado: “Penso que os pais que decidiram ficar aqui com os filhos, até à chegada do exército, agiram mal. Imagino como seria se as minhas irmãs gémeas, que têm 12 anos, vissem os soldados levar o pai, a mãe ou mesmo eu, isso iria influenciá-las bastante”. E nestes momentos de grande tensão e provação psicológica as dúvidas avolumam-se: “Para mim, o mais difícil é quando as pessoas me dizem que Deus está a ver-me. Por vezes pergunto-me o que quer Deus de nós? Quer que evacuemos os colonatos ou não? E não sei o que fazer, porque acredito em Deus de todo o coração e por vezes tenho medo que aquilo que faço não seja bom aos olhos de Deus”, justificou outra soldado. Mas a decisão da retirada é tida como um passo fundamental no processo de paz para a região.