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Portugal: onze incêndios fora de controlo

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Portugal: onze incêndios fora de controlo

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O Norte e o Centro do país continuam a ser devastados pelas chamas. São Frutuoso, em Coimbra, é o ponto mais crítico. Quase 330 bombeiros, apoiados por 89 veículos, tentam combater as chamas com a ajuda dos civis.

Dos 13 incêndios que a meio da manhã lavravam no território nacional, 11 estão ainda por controlar. O segundo maior em termos de mobilização de meios é o de Urmar, no concelho de Soure. Aí, 140 bombeiros estão no terreno com 37 viaturas. Os meios aéreos estão a actuar, mas as altas temperaturas não facilitam a tarefa. A ajuda começa a chegar. Os 30 agentes da polícia federal alemã chegaram ontem e operam na região de Coimbra, a mesma região de destino dos 25 bombeiros açoreanos que deverão desembarcar amanhã em Lisboa. Já esta manhã chegaram da Madeira 22 soldados da paz que vão ajuda a combater as chamas na região de Santarém. A ajuda chega também de Espanha, de França e de Itália. Um turista italiano que se encontra em Coimbra diz que, apesar da situação, “tenciona continuar as férias em Portugal, a menos que o governo lhe peça para deixar o país e faz votos para que tudo termine depressa”. Um pouco mais acima, é a Galiza que arde. A região está em alerta vermelho. Sete incêndios lavram em três regiões. De acordo com o serviço europeu de fogos florestais, 81% dos incêndios registados este Verão na União Europeia afectam a Península Ibérica. Mas a França também não escapa ao pesadelo das chamas. Os Pirenéus assistem ao pior dos incêndios deste Verão; mais de mil hectares arderam durante a noite, numa frente de fogo de cinco a seis quilómetros. Os bombeiros já conseguiram controlar as chamas.