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Centenas manifestam-se em Paris contra condições de alojamento dos imigrantes

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Centenas manifestam-se em Paris contra condições de alojamento dos imigrantes

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A polícia francesa teve hoje mais uma função em frente ao prédio que ardeu na noite de quinta para sexta-feira no décimo terceiro bairro de Paris: controlar algumas centenas de pessoas que se manifestaram contra as condições que muitas famílias, em especial imigrantes, sobrevivem.. Ao que tudo indica, o edifício estava em péssimas condições: infiltrações, ruína da estrutura, deficiente abastecimento de água e luz, havia de tudo um pouco…

E o facto de um outro incêndio há quatro meses ter ocorrido em circunstâncias semelhantes leva agora a um debate mais aceso na praça pública. O presidente da organização Direito ao Alojamento garante que mais de 50 mil famílias habitam em condições miseráveis e continuam à espera de novas casas.

Quase 150 pessoas viviam no edifício agora destruído, 100 eram crianças. Das 17 vítimas mortais do fogo, 14 eram menores de idade. 30 pessoas ficaram feridas, seis ainda estão no hospital. O edifício era habitado por cidadãos orginários do Senegal, do Mali, da Gâmbia e da Costa do Marfim. Muitas das vítimas mortais estão irreconhecíveis, o que leva a tardar a realização dos funerais e a prolongar os dramas familiares. Chegou a Paris uma nova equipa de especialistas, desta vez são peritos em identificação de cadáveres em catástrofes.