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Maratona negocial UE-China para ultrapassar crise na importação têxtil

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Maratona negocial UE-China para ultrapassar crise na importação têxtil

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Pelo terceiro dia consecutivo, representantes da União Europeia e do governo chinês tentam, em Pequim, ultrapassar o impasse nas importações de têxteis da China.

Depois de, em Junho, ter sido estipulado um acordo de quotas de importação, as parcelas em sete das dez categorias definidas já foram ultrapassadas. Em resultado, toneladas de peças de vestuário amontoam-se nas alfândegas europeias à espera de uma solução para a crise. Bruxelas quer transferir quotas não preenchidas ou pedir de empréstimo já este ano algumas parcelas definidas para o ano que vem. No entanto, o lóbi têxtil reclama o ingresso imediato de mercadorias encomendadas antes do acordo de 10 de Junho e alerta para o risco de falências em massa no sector do vestuário. Jean-Marc Genis, do Conselho francês de retalhistas de vestuário, questiona “o que farão com as mercadorias retidas? Para mais, tudo está já pago, porque quando se importa da China paga-se primeiro e depois recebe-se a mercadoria”. Uma situação que, para o perito britânico em comércio a retalho, Alastair Eperon, vai, em última análise, pesar nos consumidores: “Os preços não vão sofrer alterações a curto prazo, mas se, a longo prazo, esta situação continuar por resolver, vai obviamente ter impacto e os retalhistas vão tentar recuperar as margens de lucro noutros artigos e esses artigos vão ser o vestuário da próxima estação.” Alheia às pressões, a Comissão Europeia tenta encontrar uma saída que agrade aos países que defendem da supressão das quotas, bem como aos Estados que, com um sector têxtil importante, reclamam, apesar da liberalização do comércio decretada pela OMC, medidas ainda mais proteccionistas.