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Comissário para o Comércio quer desbloquear têxteis retidos nas alfândegas

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Comissário para o Comércio quer desbloquear têxteis retidos nas alfândegas

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A crise das importações têxteis entre a China e a União Europeia está em vias de ser desbloqueada.

O Comissário europeu para o Comércio, Peter Mandelson, parece ter ouvido as súplicas do sector retalhista e anunciou que irá na segunda-feira propôr aos Estados-membros o fim do bloqueio às toneladas de vestuário retidas nas alfândegas europeias. A reacção do Comissário para o Comércio surgiu depois de, pelo quarto dia consecutivo, se ter mantido o impasse na reunião que, em Pequim, tenta rever o pacto estabelecido em Junho entre a UE e a China. Depois da liberalização imposta pela OMC, os Vinte e Cinco conseguiram refrear a enchente de importação de produtos de vestuário chineses através da criação de quotas, cuja evolução anual se vai cifrar, até 2007, entre os oito e os 12,5 por cento. Um acordo manifestamente insuficiente que, dois meses e meio depois de ter sido estabelecido, levou a que sete das dez categorias de vestuário negociadas já tivessem excedido as quotas de importação e obrigou à retenção nas alfândegas de mercadorias no valor de centenas de milhões de euros. O Comissário para o Comércio pretende agora uma solução de compromisso. Por um lado, Mandelson é pressionado para garantir a viabilidade do sector têxtil europeu, por outro, tem de proteger os retalhistas da falência.