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Aniversário do Solidariedade marcado por críticas a Putin

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Aniversário do Solidariedade marcado por críticas a Putin

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Na Polónia, hoje é o primeiro dos três dias de comemorações oficiais dos 25 anos das greves que conduziram ao reconhecimento do sindicato Solidariedade. O movimento dos trabalhadores polacos, iniciado nos estaleiros navais de Gdansk foi o primeiro sindicato independente a ser reconhecido no antigo bloco comunista na Europa.

Numa conferência internacional, em Varsóvia, para assinalar as bodas de prata do Solidariedade, Serguei Kovaliov, um antigo dissidente russo, defensor dos Direitos do Homem, criticou a política autoritária de Vladimir Putin e avisou para o risco de uma revolução na Rússia. Perante Jimmy Carter, Madeleine Albright e outros dignitários presentes em Varsóvia, Kovaliov avisou que um eventual movimento de massas na Rússia derivado dos problemas económicos e sociais poderá ter um cariz comunista ou fascista. Kovaliov acusou também o Kremlin de colocar “bandidos qualificados” à frente da Tchetchénia. De manhã, perante as duas câmaras do parlamento polaco, Lech Walesa, o ícone do Solidariedade, considerou que passados 25 anos a Polónia “está salva” e aproveitou para entregar o seu cartão do sindicato. As greves no Verão de 1980, na Polónia, obrigaram o presidente na altura, Jaruzelski, a reconhecer o sindicato, mas um ano mais tarde, no final de 1981, o Solidariedade passa à clandestinidade, situação em que fica até 1989. No ano seguinte Walesa foi eleito presidente.