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Polónia: 25 anos do Solidariedade

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Polónia: 25 anos do Solidariedade

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Na Polónia hoje é o primeiro dos 3 dias de comemorações oficiais dos 25 anos das greves que conduziram ao reconhecimento do sindicato Solidariedade.

O movimento dos trabalhadores polacos, iniciado nos estaleiros navais de Gdansk foi o primeiro sindicato independente a ser reconhecido no antigo bloco comunista na Europa. O ícone do Solidariedade, Lech Walesa, considera que 25 anos depois a Polónia está salva. Prémio Nobel da Paz em 1983, Walesa aproveita as bodas de prata do sindicato para entregar o seu cartão de aderente. Perante as duas câmaras do parlamento em Varsóvia, o antigo presidente polaco lembrou que “a liberdade não tem preço” e parafraseou João Paulo II, que na sua primeira viagem à Polónia em 1979 apelou a renovação do país. O processo que conduziu à queda do comunismo arrastou-se durante uma década e não sem polémica no seio do Solidariedade. Alguns dissidentes consideram que Walesa “traiu” a causa e ajudou os comunistas a permanecerem no poder, por isso organizaram uma comemoração à parte. As greves na Polónia obrigaram o presidente na altura, Jaruzelski, a reconhecer o sindicato, mas um ano mais tarde, no final de 1981, o Solidariedade passa a clandestinidade, situação em que fica ate 1989. No ano seguinte Walesa foi eleito presidente.