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Israel: Colonos recusam residência temporária proposta pelo governo

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Israel: Colonos recusam residência temporária proposta pelo governo

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Uma semana após a retirada da Faixa de Gaza, a maior parte dos hotéis e apartamentos reservados para os colonos expropriados ainda estão vazios. Isto porque uma grande parte recusa aceitar a oferta do governo de residência temporária e insiste em movimentar-se em comunidade independentemente de não haver lugar par todos.

Zion Buskila, é um dos responsáveis da empresa que gere o complexo de Ashkelon, e afirma que “até hoje só conseguimos assinar 60 contratos. Apelamos para que os colonos voltem a visitar o complexo. A maior parte nem sequer sabe o que está a ser proposto.” A porta-voz da administração responsável pela retirada da Faixa de Gaza, Maya Jacobs, acusam os colonos de quererem “apartamentos muito caros no centro de Israel, com vista para o Mediterrâneo. Eles querem apartamentos de um valor de 200 mil dólares cada, mais o dinheiro das compensações a que têm direito.” Desde a semana passada que nove mil colonos estão sem residência. 70 por cento dos habitantes do antigo colonato de Elei Sinai preferem acampar junto à estrada que dá acesso a Ashkelon, uma vila junto ao Mar Mediterrâneo, situada a norte da Faixa de Gaza, e recusam a tese defendida por Maya Jacobs. Arik Harpaz diz que “o governo quer dar-nos hotéis, mas um hotel não é uma casa. Não quero ir para um hotel, quero ir para a minha casa.” Para este colono de Elei Sinai, a comunidade ajudou-o muito a ultrapassar a tragédia da morte da sua filha de 19 anos, em 2001, por isso quer que ela fica unida. Enquanto não se encontrar uma solução, este grupo de expropriados de Elei Sinai vai continuar a viver em tendas.