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Cidade de Nova Orleães poderá manter-se submersa durante meses


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Cidade de Nova Orleães poderá manter-se submersa durante meses

Um dia depois da passagem do furacão Katrina, a água continua a subir em Nova Orleães, onde o saldo de vítimas mantém-se desconhecido.

A ruptura de dois canais mantém submerso 80% da cidade que se encontra abaixo do nível médio das águas do mar. Apenas o conhecido bairro francês continua em seco. A governadora do estado da Louisiana ordenou ontem a evacuação total da cidade, inclusivé dos centros de refugiados como o estádio Superdrome, que abriga 20 mil pessoas e onde a água atingiu um metro de altura durante a noite. A bombagem das águas poderá prolongar-se durante semanas ou mesmo meses segundo as autoridades, que ponderam o aluger de navios de cruzeiro e de centenas de caravanas para realojar os sinistrados. A marinha norte-americana enviou quatro navios para a região do Golfo do México com água potável e mantimentos. Várias organizações humanitárias como a Cruz Vermelha ou o Exército de Salvação começaram ontem a distribuir as primeiras refeições, iniciando aquela que é considerada a maior operação humanitária de sempre nos Estados Unidos. Na cidade pobre e submersa de Nova Orleães a maioria dos habitantes confessa não ter tido meios para poder sair da cidade a tempo. A estação de comboios encontra-se encerrada desde sábado, e as centenas de habitantes resgatados afirma ter esperado várias horas por ajuda sobre umtelhado. A guarda nacional norte-americana enviou entretanto um destacamento de mil e quatrocentos agentes para conter as pilhagens registadas nas últimas horas. O Katrina é desde ontem apenas uma tempestade tropical que assola o estado do Tennessee, depois de ter devastado nos últimos dias a Florida, o Mississippi, o Alabama e a Louisiana. No estado do Mississippi o número de vítimas poderá superar as largas centenas. No condado de Harrison, ao longo da costa do Golfo do México, pelo menos 80 pessoas morreram na sua maioria arrastadas por uma vaga de nove metros de água que engoliu casas, carros, hotéis e casinos nas cidades de Gulfport e na península de Biloxi.
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