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Inquérito da ONU à morte de Hariri volta as atenções para a Síria

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Inquérito da ONU à morte de Hariri volta as atenções para a Síria

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Foram detidos, em Beirute, quatro altos responsáveis dos serviços de segurança libaneses, pró-sírios. Os homens são suspeitos no âmbito do inquérito internacional que tenta averiguar quem matou o ex-primeiro-ministro, Rafik Hariri, libanês. De novo o dedo acusador recai sobre a Síria.

Detlev Mehlis é o responsável pelo inquérito internacional, dirigido pelas Nações Unidas. Este magistrado alemão afirmou que está pronto para ir à Síria no âmbito das investigações. E apesar de ter tido problemas com Damasco, acredita que será capaz de os resolver. Rakik Hariri faleceu num atentado com um carro armadilhado em Fevereiro. Outras vinte pessoas morreram no ataque. Depois de um período de colaboração com o regime pró-sírio no Líbano, passou para a oposição. Era um dos homens mais ricos do mundo, o pai da recuperação económica do país. A cooperação da Síria neste caso não parece ser das melhores. O homicídio de Hariri provocou uma revolução, que acabou por obrigar os sírios a abandonarem o Líbano, depois de mais de três décadas de ocupação não formal.