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Nova Orleães submersa no caos

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Nova Orleães submersa no caos

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Dois dias depois da passagem do furacão Katrina, um novo alerta, desta vez sanitário foi lançado na cidade de Nova Orleães, no estado da Louisiana.

Cem mil pessoas estão ainda à espera de ser evacuadas, isoladas pelas águas do lago Pontchartrain e do rio Mississippi, que poderão demorar mais de quatro meses a ser drenadas. Vinte e três mil pessoas refugiadas no estádio Superdome da cidade vão ser transferidas durante o dia para o estádio Astrodome localizado em Houston, no estado do Texas, a mais de cinco horas de viagem. As autoridades municipais, que reconheceram ontem pela primeira vez que o saldo de mortes deverá atingir os milhares, impuseram um recolher obrigatório na cidade. A par do resgate de sobreviventes e das operações para tapar os rombos registados em dois diques, as pilhagens preocupam cada vez mais a polícia que enviou mais 1500 agentes para a região. Durante a noite ocorreram pelo menos dois tiroteios na cidade, e há a registar um assalto da secção de armamento de um supermercado no centro da cidade. Até ao fim-de-semana 30 mil soldados da guarda nacional deverão movimentar-se nos estados mais afectados pelo furacão, a Louisiana e o Mississippi. Um navio hospital e meio milhar de hospitais de campanha, assim como centenas de milhares de rações de sobrevivência foram enviadas para a zona da Costa do Golfo do México. Na região, um milhão de pessoas continua sem electricidade, água potável e telefone. No Mississippi a imprensa local continua a assinalar a falta de assistência à população, um habitante conta que, “tive que limpar sozinho os destroços que invadiram a minha garagem”. No condado de Harrison, onde mais de uma centena de pessoas foi arrastada pela subida súbita das águas, as autoridades impuseram igualmente um recolher obrigatório de 24 horas, em Biloxi e Gulfport, para fazer face aos grupos de salteadores que assolam a região.