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Rumor de atentado: a mais mortífera acção terrorista de sempre em Bagdade

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Rumor de atentado: a mais mortífera acção terrorista de sempre em Bagdade

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A explosão de pânico que vitimou ontem mais de um milhar de peregrinos xiitas em Bagdade, aprofundou as divisões entre as comunidades iraquianas.

Na televisão pública, Bayane Baqer Soulagh, ministro do interior, xiita, não hesitou em responsabilizar o ministro da defesa Saadou al-Doulaimi, um sunitaencarregue da segurança nos bairros de Adhamiyah e Kazimiyah, onde se produziu o incidente. Horas depois do primeiro ministro Ibrahim Jaafari apelar à unidade nacional, decretar três dias de luto e apontar culpas à rede Al-Qaida, o presidente Jalal Talabani anunciava a abertura de um inquérito internacional ao sinistro. A onda de pânico que vitimou mais de um milhar de peregrinos xiitas teria começado por um ataque com morteiros contra a multidão concentrada num mausoléu no norte de Bagdade. A acção reivindicada mais tarde por um grupo auto-denominado “exército da comunidade vitoriosa”, próximo da Al-Qaida, provocou pelo menos sete mortos, lançando o temor que minutos depois se transformaria em pânico sobre a ponte al-Aimah. Mais de um milhar de pessoas terão morrido, espezinhadas ou afogadas no rio Tigre, cerca de 500 ficaram feridas, apavoradas com o rumor da preparação de um atentado bombista suicida. O rumor “terrorista”, segundo os religiosos xiitas, foi responsável pela jornada mais sangrenta no país desde a queda de Saddam Hussein.