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Mães de Beslan viajam a Moscovo para pedir explicações a Putin

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Mães de Beslan viajam a Moscovo para pedir explicações a Putin

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Um ano depois do início do sequestro da escola número um de Beslan, na Ossétia do Norte,a dor dos familiares das vítimas alterna com a ira contra o governo de Moscovo.

Uma delegação de três representantes do comité das mães de Beslan vai ser recebida hoje, pela primeira vez, pelo presidente Vladimir Putin, que responsabilizam da morte de 331 pessoas durante o assalto das tropas russas à escola. Como recorda uma das mães que se queixa da falta de justiça no país, “é necessário identificar e punir os responsáveis da tragédia”. O presidente russo que, até agora, não tinha respondido aos apelos das mães de Beslan vai ser hoje confrontado com a informação de que as forças policiais teriam aceite subornos para deixar que os terroristas atravessassem a fronteira. Ontem, Vladimir Putin tinha evitado estrategicamente as celebrações no antigo ginásio da escola de Beslan, limitando-se a evocar o que chamou de “terrível tragédia provocada por terroristas”, durante o discurso de abertura do ano lectivo. Há um ano os mais de mil pais e alunos sequestrados por um comando checheno viviam 52 horas de medo, num ginásio totalmente armadilhado. Ontem, para lá do minuto de silêncio cumprido em algumas salas de aula, muros, vedações e polícias à paisana evocavam a marca da tragédia, sem no entanto responder às perguntas que continuam a sobressaltar o luto de Beslan.