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Populares Europeus dividos sobre as negociações com a Turquia

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Populares Europeus dividos sobre as negociações com a Turquia

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A questão turca foi também discutida em Gdansk, por ocasião das comemorações dos 25 anos do Solidariedade. Os membros do Partido Popular Europeu, que também estiveram na Polónia, estão divididos sobre o que esperar da abertura das negociações de adesão com Ancara, agendadas para Outubro.

Os democratas-cristãos da CDU alemã partilham com o UMP francês a ideia de uma parceria estratégica com a Turquia, em vez de uma adesão plena. Mas o chefe da bancada popular, no Parlamento Europeu, tem um discurso mais conciliador. “O mandato para as negociações deve ser um duplo mandato, no sentido em que pode levar à adesão ou a outra solução”, diz Hans Gert Poettering, que defende que “o final das negociações deve ficar, pois, em aberto.” O final das negociações não é esperado antes de 2015. Mas isso não chega para convencer Alain Lamassoure. O eurodeputado eleito pelo UMP defende mesmo o adiamento das negociações: “O ponto comum da vitória do ‘não’ nos dois referendos à Constituição Europeia é a oposição das nossas opiniões públicas ao alargamento da União para lá do continente europeu – e em particular à Turquia. Devemos, obviamente, ter isso em conta e ter em conta também este novo elemento que é a vontade expressa pelo governo turco de não reconhecer a República de Chipre. Tendo em conta estes elementos, pensamos que a decisão tomada em Dezembro último deve ser revista. Não podemos abrir nenhum tipo de negociações com a Turquia enquanto não ela reconhecer Chipre.” A questão turca divide, pois, o Partido Popular Europeu. E mesmo o próprio parlamento de Estrasburgo espera uma melhor oportunidade para discutir o assunto e adiou-o para a sessão plenária do final do mês.