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Governador do Banco de Itália perde apoio de Berlusconi

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Governador do Banco de Itália perde apoio de Berlusconi

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O governador do Banco de Itália, Antonio Fazio, não se vai demitir, mesmo depois do governo de Silvio Berlusconi lhe ter retirado o apoio. Suspeita-se que Fazio tenha faltado ao dever de imparcialidade, ao dificultar a compra dos bancos nacionais italianos por parte de entidades estrangeiras, entre elas a espanhola BBVA e a holandesa ABN-AMRO.

Fazio terá favorecido os investidores transalpinnos ao contrariar as ofertas públicas de aquisição dos bancos estrangeiros. A retirada do apoio do executivo manifestou-se através da reforma do Banco de Itália, aprovada em conselho de ministros, ontem. Entre outras coisas, o mandato do governador do Banco de Itália ficou limitado a sete anos, um lugar até agora vitalício. O ministro da Economia e Finanças, Domenico Siniscalo, pediu hoje, de forma oficial ao governador, para que se demitisse de forma a não afectar a credibilidade da instituição. A posição do executivo foi anunciada durante um encontro em Como, que prepara a “rentrée” política. Antonio Fazio foi nomeado em 1993, para um mandato sem limite temporal.