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EUA montam maior operação de segurança e salvamento de sempre

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EUA montam maior operação de segurança e salvamento de sempre

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As autoridades dividem-se entre operações de salvamento, apoio humanitário e reposição da ordem.

As ruas, agora autênticos rios, são patrulhadas pelo exército para manter a segurança e defender pessoas e casas, que são alvo de saques permanentes por parte de bandos ou elementos isolados. Mas a procura de sobreviventes será talvez a tarefa mais ingrata. Exemplo disso mesmo é o caso de Karen Couvion que em Nova Orleães procura um pouco por todo o lado a irmã, de quem não tem notícias há vários dias. De barco, acompanhada pelas autoridades, gritou por Judy, a irmã, ao longo de algumas horas. Ainda pensou tê-la descoberto, mas depois viu que não era a irmã que tinha encontrado. Uma vizinha disse mais tarde que Judy tinha deixado a casa há duas horas a nado. Um número indeterminado de pessoas continua a ser retirado das águas, seis dias depois da passagem do Katrina. As estimativas apontam para mais de 10 mil vítimas mortais. O cenário é catastrófico, mas as autoridades esperam o pior quando o nível das águas voltar ao normal. Um cidadão de Nova Orleães não teve outra hipótese senão sair pelos próprios meios para algum lado onde alguém o pudesse salvar com maior celeridade. Depois de três horas dentro de água, seguro a um pneu de borracha, foi finalmente resgatado pelas autoridades. Os números provisórios sobre as vítimas da maior catástrofe natural dos Estados Unidos são astronómicos. A Agência Federal para as Situações de Emergência diz que entre as mais de 200 mil pessoas deslocadas, 140 mil estão agora no Texas. O cidadão que passou três horas dentro de água agarrado a um pneu foi directamente para Houston, onde se encontram as mais de 20 mil pessoas que antes estavam refugiadas no SuperDome de Nova Orleães.