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Europa e China chegam a acordo "equitativo" sobre os têxteis

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Europa e China chegam a acordo "equitativo" sobre os têxteis

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A União Europeia e a China chegaram a acordo para desbloquear os mais de 80 milhões de têxteis chineses retidos nos portos e aeroportos europeus. Segundo os termos do entendimento, alcançado pelo comissário Peter Mandelson e pelo ministro chinês do Comércio, Bo Xilai, os produtos serão desembargados, mas metade será descontada das quotas relativas ao próximo ano.

A Comissão Europeia considera o acordo “equitativo” e apelou aos Estados membros para que o ratifiquem o mais rapidamente possível. A crise dos têxteis e o consequente acordo acabaram por relegar para segundo plano a Cimeira China-União Europeia, que decorre em Pequim, onde também se encontra Tony Blair. O presidente em exercício da União minimizou a crise, considerando-a uma consequência natural da globalização. “À medida que o comércio aumenta, vai haver mais desacordos”, diz, mas acrescenta: “o importante é resolvê-los e continuar a aumentar o comércio entre a China e a Europa.” As duas partes tiveram de rever o pacto de Xangai, assinado em Junho, que estabeleceu um crescimento máximo das exportações chinesas, de 12,5 por cento, até 2007. As quotas foram rapidamente ultrapassadas: os empresários europeus quiseram importar o máximo de produtos, antes de Julho, quando o acordo de Xangai entrava em vigor. Resultado: nas alfândegas da União, estão bloqueados 88 milhões de peças de roupa – sobretudo pullovers e calças de homem -, feitas na China, onde a indústria têxtil ocupa 19 milhões de trabalhadores.