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Presidenciais lançam debate político inédito no Egipto

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Presidenciais lançam debate político inédito no Egipto

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Chegou ao fim a campanha para as presidenciais da próxima quarta-feira no Egipto, as primeiras eleições multipartidárias desde o golpe que derrubou a monarquia há mais de meio século.

Nove candidatos, na maioria políticos pouco conhecidos, vão tentar impedir o presidente Hosni Mubarak de obter um quinto mandato de seis anos. O veterano presidente fez do emprego e do crescimento económico as prioridades e prometeu criar 4 milhões de postos de trabalho. Apesar da abertura que representa esta eleição multipartidária, pendem inúmeras suspeitas sobre a legalidade do escrutínio. No entanto, a emenda constitucional que aboliu o plebiscito a um candidato único nomeado pelo parlamento originou um verdadeiro debate político e permitiu, pela primeira vez, críticas ao poder vigente. Ayman Nour, um liberal moderado, é um dos principais opositores de Mubarak. Nour prometeu combater a corrupção, a pobreza e o abuso de poder, mas reconhece que o sufrágio pende a favor do actual presidente, devido à estrita lei eleitoral. Outro candidato de peso é Noamane Gomaa, que se diz ter concorrido por pressão de Mubarak para refrear o ascendente de Nour. O escrutínio de 7 de Setembro é aguardado com expectativa, mas a recusa da presença de observadores internacionais lança o espectro de eventuais manipulações. O Kefaya, um dos principais movimentos da oposição, denunciou em protestos de rua as regras eleitorais, que considera impedirem os 32 milhões de eleitores de exercerem uma escolha genuína, e anunciou rejeitar a legitimidade do sufrágio.