Última hora

Última hora

Schroeder e Merkel debatem as suas posições para o futuro da Alemanha

Em leitura:

Schroeder e Merkel debatem as suas posições para o futuro da Alemanha

Tamanho do texto Aa Aa

Noventa minutos a reafirmar posições, num frente-a-frente onde Gerhard Schroeder saiu com vantagem.

A duas semanas das legislativas alemãs, os dois candidatos a chanceler enfrentaram-se no único debate televisivo a dois. Abordando o mercado de trabalho, Angela Merkel afirmou que Schroeder “não pode estar satisfeito com o estado actual do país, com 5 milhões de desempregados”. O chanceler ripostou dizendo que “a imagem que os outros países têm da Alemanha é bem melhor que a dos próprios alemães; e é isso que é preciso mudar.” A líder democrata-cristã trouxe à discussão o seu segundo tema de campanha, a igualdade entre os sexos e a possibilidade das mães de família trabalharem, afirmando que “se concentrará nestas questões enquanto chanceler”. Merkel diz que “é preciso estimular as capacidades das mães, assegurando a educação das crianças, que ainda há muito para mudar no país e que, como mulher chanceler representa, nessa óptica, um bom exemplo.” O debate tornou-se mais sensível quando Schroeder foi confrontado com as críticas da sua esposa a Merkel, por não ser mãe e “não viver no mundo de que fala”. Schroeder disse que “Merkel deve, tal como ele, ser capaz de assumir as críticas”, e que a sua mulher “tem o direito de dizer a verdade e de se exprimir livremente.” Quando lhe perguntaram se achava que a administração Bush falhou na gestão da crise após a passagem do furacão Katrina, Merkel evitou a questão. A líder da CDU afirmou “ser positiva a ajuda proposta pela Alemanha aos norte-americanos” mas que preferia “concentrar-se na sociedade alemã”. A jornalista relançou a questão a Schroeder que disse “ter a sua própria opinião para a pergunta a que Merkel não respondeu”. O chanceler lembrou que “o próprio presidente norte-americano reconheceu como inaceitável a gestão das ajudas, algo que a candidata democrata-cristã deveria ter coragem para dizer, já que fazê-lo não significa criticar Bush!” Schroeder e Merkel voltam a encontrar-se a 12 de Setembro numa mesa redonda com outros candidatos.