Última hora

Última hora

O espectro de Chernobil na Europa

Em leitura:

O espectro de Chernobil na Europa

Tamanho do texto Aa Aa

Há cerca de 20 anos, em Abril de 1986, uma explosão destruiu o reactor n° 4 da central nuclear de Chernobil, na Ucrânia. Foi o mais grave acidente na história da energia nuclear na antiga república soviética e para lá das regiões fronteiriças.

Só depois se soube que uma nuvem gigantesca de radições na atmosfera equivalente a 500 bombas de Hirochima contaminou aproximadamente 200 mil metros quadrados de solo europeu. Na zona, mais de 600 mil pessoas foram expostas à radioactividade, entre as quais, 200 mil militares e civis que foram assistidos nas urgências, empregados da central nuclear e vizinhos. Estima-se que existirá um número adicional de mortes de cancro, nos 60 anos seguintes, na ordem dos 20 mil a 40 mil. Mas, a Organização Mundial da Saúde considerou que o número de mortos de cancro em consequência do acidente nuclear foi apenas de quatro mil, entre os quais, 47 socorristas que já morreram do síndroma radioactivo agudo, e nove crianças de cancro na titóide. 3944 pessoas morrerão de cancro num futuro próximo. As conclusões do estudo da OMS apontam para uma falta de “evidência convincente” do aumento de outros géneros de cancro devidos à catástrofe de Chernobyl acrescentando que a desinformação tem um efeito negativo que faz as pessoas recearem um aumento incrível de cancro na região que nunca se chegou a verificar. O que criou foi um grande aumento de fatalismo, segundo o DR. Fred Mettler, co-autor do relaTório da OMS. “Os psicólogos e psiquiatras dos grupos de estudo chamam a isto o fatalismo paralizante”. Este foi o termo que usaram. O outro foi a falta de confiança, falta de controlo no futuro, o que é consequência do fatalismo. As conclusões são contestadas pela “Greenpeace”. Segundo a organização ecologista as investigações foram omissas em relação a vários pontos e quando há incerteza científica, o impacto das conclusões é nulo. A “Greenpeace“critica ainda a falta de estudos sobre as consequências do desastre de Chernobil na Europa.